Menos negócios, mais valor: o que a retomada do M&A revela sobre o novo perfil do mercado brasileiro

O mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) abriu 2026 com o trimestre mais expressivo dos últimos cinco anos. Dados da Seneca Evercore mostram que, entre janeiro e março, as transações totalizaram US$ 15,9 bilhões, alta de 30% em relação ao mesmo período de 2025 e o resultado mais robusto desde 2021. A retomada, no entanto, veio acompanhada de uma mudança de perfil: o número de negócios caiu de 198 para 153 transações na mesma base de comparação, sinalizando que o mercado voltou a crescer sustentado por operações de maior porte e complexidade.

Dois negócios concentraram parcela significativa do volume total do trimestre. A fusão da Odontoprev com o Bradesco Saúde, braço de seguros de saúde do Bradesco, foi estimada em US$ 5,8 bilhões, tornando-se uma das maiores transações do setor de saúde suplementar do país. Na sequência, a venda da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), pertencente ao grupo Votorantim, para a estatal chinesa Chinalco e a mineradora anglo-australiana Rio Tinto movimentou US$ 1,9 bilhão. Juntos, os dois deals respondem por quase metade do volume registrado no período.

Para especialistas da Advisia Investimentos, a leitura dos números exige uma camada adicional de análise. “O que estamos vendo no primeiro trimestre de 2026 é o resultado de agendas construídas ao longo de dois, três ou mais trimestres anteriores. Oq ocorre hoje é um reflexo das decisões desse período”, afirma André Alves, Sócio da Advisia Investimentos.

Confira a matéria completa em: https://revistapegn.globo.com/conteudo-de-marca/pressworks/noticia/2026/04/menos-negocios-mais-valor-o-que-a-retomada-do-ma-revela-sobre-o-novo-perfil-do-mercado-brasileiro-1.ghtml

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